STF garante impedimento de patrulha do professor na sala de aula

Uma decisão monocrática do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), garantiu o que é óbvio, mas precisa ser dito nos dias atuais: o aluno não tem o direito de patrulhar o professor dentro da sala de aula, filmando o seu trabalho como se a sua atividade fosse digna de denúncia.

Foi preciso que o STF interferisse na proposta da deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL), parte de uma narrativa que joga nas costas dos professores os problemas sociais que o País vive.

A decisão impede que a deputada estabeleça um canal de denúncias contra professores, no pleno exercício de suas funções. Uma temeridade evidente:

Ao conclamar os alunos a exercerem verdadeiro controle sobre manifestações de opinião de professores, a deputada transmite a ideia de que isso é lícito. Estimula-os, em consequência, a se sentirem legitimados a controlarem e a denunciarem manifestações político-partidárias ou ideológicas contrárias às suas”.

A criminalização do magistério é mais um elemento do momento surreal que o País atravessa.

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