Sobre vereadores-secretários

Existe uma certa polêmica no ar nestes primeiros dias de governo em Tubarão – bem como em quase todas as cidades do País – quanto ao fato de vereadores eleitos em outubro terem iniciado o ano exercendo a função de secretários municipais, licenciando-se de seus mandatos.

Aqui, a polêmica envolve Eraldo Pereira da Silva (PPS), já empossado na secretaria de Infraestrutura; e Alexandre Moraes (PSD), prestes a assumir o Desenvolvimento Econômico.

Pode envolver mais gente ao longo do governo, claro.

Evidentemente, não é uma situação ideal. Mas que faz parte do processo de composição política, mesmo que não sendo a vontade de quem deixa o mandato.

Ao lançarem-se candidatos, ambos comprometeram-se também com o projeto majoritário encabeçado por Joares Ponticelli e Caio Tokarski. Este projeto naturalmente visa incluir quem o construiu, e isso passa por quem foi candidato a vereador e não se elegeu. É o caso de quem chega à Câmara com a licença dos titulares.

É também o caso de Júlio Kuriskinho (PP), que assumiu a Fundação de Meio-Ambiente e poderia estar na Câmara, se algum membro da bancada do seu partido tivesse sido convidado para ocupar uma secretaria.

O simples fato de serem vereadores não lhes tira a condição de ocupar bem as vagas para as quais foram nomeados.

Essa deve ser a cobrança: pessoas capacitadas para as vagas em aberto. Os primeiros suplentes das chapas que apoiaram a eleição do governo estarão compondo a equipe de alguma forma, e é natural que seja assim.

Temos que exigir de nossos governantes nomeações coerentes com as funções designadas e dos nossos vereadores, coerência com o que foi pregado na campanha.

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