Sem o controle do Congresso, qual a utilidade de Temer?

Michel Temer nunca teve um pingo de respaldo popular. Nem mesmo quando foi deputado federal, muito menos quando puxou o tapete de Dilma Rousseff para chegar a um posto que jamais atingiria na urna.

Porém, ninguém pode negar que sempre demonstrou habilidade para domar uma extensa base aliada no Congresso Nacional, que lhe devotava fidelidade proporcionalmente inversa ao respaldo popular.

É cedo para afirmar, mas há sinais de isso esteja acabando.

Debandada

A proximidade das eleições e as recentes revelações e gravações fizeram com que deputados e senadores passassem a demonstrar receio em seguir as ordens de Temer. A derrota na Comissão de Assuntos Sociais do Senado do projeto de lei que precariza as relações de trabalho no Brasil foram uma demonstração.

É até óbvia a avaliação de que os grandes empresários contribuem como podem para a permanência de Temer no governo como forma de salvar as reformas trabalhista e previdenciária. Afinal, foi para isso que eles apoiaram sua chegada até lá, da forma como chegou.

O governo acabou?

Não ter o poder sobre o Congresso para efetivar isso pode ser a pá de cal num governo que já acabou faz tempo, mas segue arrastando suas correntes.

Temer está em viagem à Rússia que, sabidamente, não tem valor político algum.

Com Temer ou qualquer presidente eleito por via indireta, o Brasil está fadado à estagnação administrativa por absoluta falta de legitimidade para tomar decisões estratégicas.

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