Salários de militares será o primeiro embate de Moisés com a Alesc

O governo do Estado terá logo de cara uma delicada prova de fogo na sua relação com a Assembleia Legislativa. O governador Carlos Moisés da Silva vetou o projeto de lei de autoria do deputado Kennedy Nunes (PSD) que previa “que o servidor inativo ou da reserva nomeado para cargo em comissão deveria optar ou pela aposentadoria ou pelos vencimentos do cargo”. Segundo o parlamentar, o objetivo da matéria é “garantir isonomia entre os servidores comissionados, já que os funcionários da ativa, quando acumulam mais de um cargo, têm que optar por um dos vencimentos”. O governador alegou que só o Poder Executivo poderia propor matéria desta natureza, o que em breve se tornará uma grande armadilha – afinal, bastaria que ele próprio assinar a proposição. O veto evidentemente é impopular e delicado porque trata dos ganhos do próprio governador e muitos de seus principais auxiliares, militares reformados como ele. Vai ser necessária muita articulação com os deputados que tomam posse na sexta-feira e os sinais públicos são de que não foi dada muita importância a essa relação. Se o Executivo pensava em usar a pressão popular para pressionar o Legislativo, provará do contrário logo nas primeiras sessões.

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