Renúncia de prefeitos, uma tradição eleitoral

O s dois últimos governadores de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira e Raimundo Colombo, têm algo em comum além da afinidade política que levou o bloco a dominar o cenário estadual por 16 anos. Quando decidiu concorrer, em 2002, Luiz Henrique era prefeito de Joinville e decidiu não chegar nem à metade do seu segundo mandato: renunciou, entregando o comando a seu vice, Marco Tebaldi (PSDB), que foi reeleito em 2004 e hoje é deputado federal. Em 2006, quando da reeleição de Luiz Henrique, Raimundo Colombo deixou a prefeitura de Lages para buscar uma cadeira no Senado. Conseguiu e cumpriu apenas metade do mandato de oito anos, renunciando para assumir o governo em 2010. Há renúncias para concorrer a cargos proporcionais também. João Rodrigues deixou de ser prefeito de Pinhalzinho em 2002 para virar deputado estadual e, em 2010, renunciou ao comando de Chapecó para tornar-se deputado federal. Neste ano, Napoleão Bernardes deixou a prefeitura de Blumenau para buscar um espaço na chapa majoritária e pode ter seu exemplo seguido por colegas de cidades menores, interessados em uma candidatura a deputado – Volnei Weber (PMDB), de São Ludgero, é um deles.

Dória, uma renúncia diferente

Outro prefeito que está contando os dias para deixar o cargo e concorrer ao governo de seu Estado é João Dória (PSDB), de São Paulo. Mas com uma diferença significativa em relação a todos os casos citados anteriormente: Dória está no seu primeiro mandato e deixará a prefeitura sem que tenha imposto qualquer grande marca em sua administração, tendo inclusive garantido que não deixaria o posto para se candidatar a outro cargo. Clésio Salvaro (PSDB), de Criciúma, e Joares Ponticelli (PP), de Tubarão, descartaram fazer movimentos similares justamente por estarem ainda no começo de suas passagens pelo Poder Executivo.

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