Reforma da Previdência foi derrotada nas ruas

O  governo federal jogou a toalha com relação à Reforma da Previdência. O decreto de intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro e a impossibilidade de votar PECs durante a sua vigência serviram como desculpa perfeita para que não se admita o que é mais que evidente: Michel Temer, apesar da base de apoio maciça na Câmara dos Deputados, não tem votos para aprovar a proposta que dizimaria o sonho de milhões de brasileiros – essencialmente os mais vulneráveis socialmente – de ter uma aposentadoria. Enquanto o governo buscava a cooptação de parlamentares com gordos pacotes de emenda negociados a céu aberto, organismos sociais (como sindicatos e centrais sindicais) promoviam mobilizações e ganhavam a disputa nas ruas, de onde emana o Poder, segundo a Constituição. A representatividade do movimento nacional de ontem foi a pá de cal na proposta – por enquanto, porque já existe uma ofensiva para ocorrer depois da eleição, a depender de seu resultado. Não restam dúvidas de que o envelhecimento populacional torna necessário debater o financiamento da Previdência Pública, mas o debate precisa ocorrer de maneira ampla e o povo não pode ser deixado de lado.

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