Ranking de deputados nas redes sociais mostra bipolarização

A empresa de consultoria em comunicação FSB divulgou o ranking que é considerado o mais confiável quanto à influência dos parlamentares brasileiros nas redes sociais. Seu resultado não surpreende quando aponta Jair Bolsonaro (PSL-RJ) como líder. Sua dedicação a este meio de comunicação com seus eleitores certamente explica seu bom desempenho nas pesquisas, atrás apenas do ex-presidente Lula. Mas uma análise mais profunda na relação mostra elementos que também ajudam a explicar o momento politico que o Brasil vive.

Bipolarização

Todos os 20 mais influentes da lista são da tropa de choque de Bolsonaro na Câmara, embora com diferentes filiações; ou são de partidos de esquerda. São 11 parlamentares do PT (Marco Maia-RS, Décio Lima-SC, Paulo Pimenta-RS, Carlos Zarattini-SP, Maria do Rosário-RS, Pedro Uczai-SC, Paulo Teixeira-SP, Margarida Salomão-MG, Luizianne Lins-CE, Bohn Gass-RS e Pepe Vargas-RS), dois do PSOL (Jean Wyllys-RJ e Ivan Valente-SP) e uma do PCdoB (Jandira Feghali-RJ) de um lado; quatro do PSL (Jair Bolsonaro-RJ, Delegado Francischini-PR, Eduardo Bolsonaro-SP e Major Olímpio-SP), um do PODE (Marco Feliciano-SP) e um do PSC (Irmão Lázaro-BA) de outro.

Faz sentido

Há, naturalmente, outros institutos fazendo outras listas com outros critérios. O resultado pode variar no conteúdo, mas pouco na forma. As redes sociais não são, evidentemente, o único termômetro de uma eleição. Mas são alguns dos mais importantes que estão disponíveis e essa polarização entre a extrema direita e a centro-esquerda está expressa também nas pesquisas. Não deve ser coincidência.

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