Quem acredita no desembarque do PSD?

O bloco partidário formado por PSD, PP e PSB anunciou uma medida aparentemente drástica: o desembarque do governo do Estado assim que este passar a ser gerido por Eduardo Moreira, do PMDB – o que será definitivo até 7 de abril, com a renúncia de Raimundo Colombo. Não é novidade este tipo de anúncio e dificilmente ele terá grande efeito prático. O único partido que parece encampar, de fato, um enfrentamento ao partido de Eduardo é o PP, e o único cargo de primeiro escalão que o partido ocupa está com os dias contados ao natural: Valmir Comin vai deixar o posto para poder disputar a reeleição a deputado estadual.

Só as desincompatibilizações

O mesmo vale para as secretarias comandadas por membros do PSD. Os deputados do partido que estavam em postos do Executivo já retornaram à Assembleia e os nomes próximos ao governador, como Nelson Serpa (Fazenda), já foram substituídos gradativamente. O PSB, nem se fala, pois não ocupa postos da linha de frente, com exceção a Murilo Flores, secretário de Planejamento. Considerando que as regionais perderam o status de secretaria de Estado ao passar de secretarias (SDRs) a agências (ADRs), seus titulares não se enquadram na determinação partidária. Sendo assim, pode não sobrar quase ninguém para desembarcar.

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