PSDB reforçou aliança com Temer por fidelidade ao DEM

O PT foi, por muitas vezes, justamente cobrado pela política de alianças que estabeleceu para chegar ao Poder. O PMDB de Renan Calheiros e demais parceiros era considerado incompatível com a história do partido e o tempo mostrou que quem defendia essa tese estava longe de estar errado.

Foi este PMDB que tramou para apear Dilma do Poder, numa jogada que só foi possível porque foi aceita a indicação de uma figura da estatura moral e política de Michel Temer para ser o candidato a vice-presidente.

É possível que o golpe tivesse ocorrido de qualquer maneira, mas o PT precisa fazer essa reflexão.

Mas vejamos o que acontece com o PSDB, partido nascido da costela do velho MDB, com o intuito de resgatar seus ideais.

Ontem, os tucanos declararam que permanecem apoiando o governo de Michel Temer, que chegou ao Poder como chegou e se mantém como se mantém.

O desenvolvimento da notícia, no entanto, é o mais inacreditável:

  • O PSDB decidiu ficar no governo para ter o apoio do governo e livrar Aécio Neves da cassação;
  • O PSDB decidiu ficar no governo porque seus ministros disseram que não deixariam seus cargos de jeito nenhum;
  • O PSDB decidiu ficar no governo por lealdade ao DEM, que também não quer deixar seus cargos.

Vamos imaginar a reflexão pela qual deveria passar o PSDB, que nasceu para ser social-democrata e hoje é fiel a um dos principais herdeiros da Ditadura Militar. Isso mesmo depois de perder quatro eleições consecutivas com essa aliança — ou seja, nem mesmo a viabilidade eleitoral serve mais como desculpa.

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