Primeiros nomes indicam que Eduardo já dá as cartas no governo

O  governador Raimundo Colombo parece mesmo disposto a aplicar sua política de meio-termo na transição do governo do Estado para Eduardo Pinho Moreira. Não atendeu aos anseios do peemedebista de renunciar ainda em janeiro, deixando a formalidade para abril, limite do prazo legal. No entanto, tem dado sinais efetivos de que governará a quatro mãos no período em que ainda estará no Centro Administrativo. Nomes muito próximos de Eduardo já estão sendo especulados para ocupar secretarias importantes no próximo ano, com perspectiva de posse já para os primeiros dias de 2018. A troca mais simbólica é na Saúde: sai o deputado tucano Vicente Caropreso, entra Acélio Casagrande, que já foi secretário em Criciúma na gestão do vice-governador à frente da prefeitura. Paulo Eli na Fazenda e Luciano Veloso Lima na Casa Civil são outros nomes com raízes no MDB e fortemente especulados, dando a clara sensação de que o governo de fato terá a cara de Eduardo Pinho Moreira antes mesmo de ele ser o chefe do Poder Executivo. Fica difícil imaginar que Colombo daria este espaço a alguém que cogita ter como adversário.

Merisio e o desembarque

Enquanto isso, o deputado estadual e pré-candidato a governador pelo PSD Gelson Merisio reafirma que o partido desembarcará do governo do Estado assim que a saída de Colombo se concretizar – “se ele renunciar mesmo”, pondera Merisio, deixando no ar que considera a possibilidade de o governador cumprir seu mandato até o fim. Parece altamente improvável que a renúncia não ocorra ou mesmo que o partido desembarque antes mesmo de qualquer deliberação sobre alianças para 2018.

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