Pesquisa escancara a concentração de renda no Brasil

Entre debates políticos acalorados que esquentam ainda mais à medida que as próximas eleições se aproximam, vemos crescer novamente um dos maiores fantasmas para qualquer democracia saudável. O Oxfam (organização sem fins lucrativos que atua em 17 países com a temática da busca de soluções para a desigualdade social) realizou um estudo que concluiu que, no Brasil, seis pessoas detêm a mesma quantidade de riqueza que a soma dos 100 mihões de brasileiros mais pobres. Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann Telles (AB Inbev), Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim). O estudo revela ainda que os 5% mais ricos do País detêm a mesma renda que os demais 95%, numa situação extrema de concentração de riqueza nas mãos de poucas pessoas. As conclusões vão além: no ritmo atual, mulheres vão ganhar o mesmo que homens na mesma condição apenas em 2047. Os negros, no ritmo que vivemos, terão que aguardar até 2089. O processo é histórico, mas o Brasil vem lamentavelmente andando para trás e caiu 19 posições num ranking mundial de combate à desigualdade social.

Reforma tributária

A conclusão do estudo nos leva a refletir sobre a necessidade que o País tem de realizar uma reforma tributária eficiente. “França e Espanha, por exemplo, têm mais impostos do que o Brasil. Mas a nossa tributação está focada nos mais pobres e na classe média”, explica Kátia Maia, coordenadora do estudo. Nossos impostos estão mais focados no consumo do que na renda e isso acaba fazendo com que quem ganha menos pague, proporcionalmente, mais.

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