PEC propõe prorrogação de mandatos de prefeitos sem voto popular

O deputado federal Peninha (MDB-SC) apresentou uma PEC na Marcha dos Prefeitos, que está sendo realizada em Brasília: a proposta é de que as eleições municipais de 2020 sejam adiadas para 2022, quando seriam unificadas com as estaduais e federais.

A proposta não poderia ter sido apresentada para uma plateia mais empolgada. Os prefeitos são justamente os beneficiados diretos, pois teriam seus mandatos de quatro anos esticados para seis. Assim como os vereadores.

Unificar as eleições é um debate válido. Por um lado, reduziria custos e dificuldades de gestão no período eleitoral; por outro, seria desafiador conduzir um pleito em que o eleitor precisasse dar até oito votos (vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, um ou dois senadores, governador e presidente).

Porém, o cidadão foi à urna em 2016 para outorgar mandatos de quatro anos.

Unir as eleições precisa ser discutido com calma. Se esse for o melhor caminho, que se estabeleça um mandato de seis anos antes da disputa eleitoral. Para que o cidadão saiba que está elegendo representantes para um período maior.

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