Partidos pequenos correm o risco de desaparecer

Nas eleições de 2016, 14 partidos participaram do pleito em Tubarão: PP, PSD, PSB, PPS, DEM, PRB e PCdoB apoiando a eleição de Joares Ponticelli; PSDB, PMDB, PR, PTC e PMN com Carlos Stüpp; PT com Olavio Falchetti; e PSC com Edi da Farmácia. Destes, apenas seis demonstraram condições de eleger ao menos um vereador com suas próprias pernas: PP (cinco cadeiras), PSDB (quatro), PMDB (três), PSD (três), PT (uma) e PPS (uma). Os outros oito compuseram chapas proporcionais que reforçaram a legenda dos maiores, com exceção ao PSC, que não se aliou a ninguém e também não conquistou a legenda necessária. No próximo pleito, é provável que o quadro seja muito diferente. As coligações proporcionais não serão possíveis e estas sete siglas que apenas enriqueceram as chapas alheias precisarão buscar tamanho para concorrerem sozinhas na eleição proporcional, ou terão que sumir do mapa – afinal, dificilmente alguém se candidatará em um partido que não demonstre condição de sequer buscar uma cadeira no poder Legislativo. Pode ser uma eleição de sete partidos ou pouco mais que isso, até porque muitos deles perderão os recursos do Fundo Partidário a partir do ano que vem, já que há uma cláusula de barreira. Só terá direito ao fundo e ao tempo de propaganda o partido que tiver recebido ao menos 1,5% dos votos válidos nas eleições de 2018 para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da federação (nove Estados), com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma delas. Se não conseguir cumprir esse parâmetro, o partido poderá ter acesso também se tiver elegido pelo menos nove deputados federais, distribuídos em um mínimo de nove unidades da federação. A exigência vai crescendo a cada pleito e o fim dos chamados partidos nanicos deve promover movimentação política, com migração de filiados de quem não conseguir se sustentar aos maiores.

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