Os riscos da “República de Tubarão”

Diversos representantes da imprensa estadual têm falado em “República de Tubarão” para designar uma parte significativa da composição da equipe do governo de Carlos Moisés da Silva. O termo está sendo usado geralmente de maneira jocosa e visando menosprezar a cidade onde o governador fixou residência, como parte da disputa por espaços que está na essência da política – traduzindo, quem está fora quer entrar. O fato é que a reputação política local passa a estar em grande parte vinculada ao desempenho de um grupo que emergiu de uma hora para outra, constituindo uma segunda camada do raio de influência sobre Moisés – o primeiro, indiscutivelmente, está composto por militares da reserva, especialmente oriundos do Corpo de Bombeiros. A transição do ostracismo político à instituição de uma elite política da gestão está dada e resta saber qual será o saldo desse salto. Entre os tubaronenses anunciados para esta linha de frente  estão Lucas Esmeraldino (secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Turismo), Ricardo Dias (secretário de Comunicação), Diego Goulart (secretário de Articulação Nacional), Gustavo Salvador Pereira (diretor da SC Parcerias), Fábio Zabot Houlthausen (diretor da Fundação de Amparo a Tecnologia e Inovação de Santa Catarina – Fapesc), Roberta Maas dos Anjos (presidente da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – Casan) e Luciellen Lima (tradudora de Libras).

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