Os números se transformaram em vidas

Os números, enfim, se transformaram em vidas. A pandemia de Covid-19 faz vítimas em todo o mundo desde o fim do ano passado. Uma investigação recente do Ministério da Saúde aponta, inclusive, que a primeira morte registrada no Brasil aconteceu ainda em janeiro. Portanto, há quase três meses.

Nas nossas vidas, o assunto se impôs no final de março. Governadores tomaram a frente, diante da falta de ação do governo federal. Nossa rotina então mudou e os casos começaram a se multiplicar, provando o quanto era imprescindível promover medidas de isolamento social.

No entanto, as mortes do coronavírus deixaram de ser meros dados estatísticos. Chegaram a Tubarão e Braço do Norte, chegaram à nossa vizinhança, às nossas famílias ou aos nossos círculos de amizade. Infelizmente, é o caminho necessário para que enxerguemos uma realidade que já se anuncia há muitos meses. Os números se transformaram em vidas.

Os números se transformaram em vidas

As mortes de pessoas próximas precisam ser o último alerta para unificar o entendimento. A pandemia pela qual estamos passando é grave. Muito grave. Tem potencial de tirar muitas vidas e de criar o colapso no sistema de saúde que vai impedir que muitos consigam ser atendidos.

Ainda que muito se possa falar sobre a politização do tema, é preciso deixar em segundo plano o cálculo eleitoral. Parar de projetar quem vai ganhar popularidade e quem vai perder.

Aos governos, cabe estimular o isolamento social tanto quanto possível. E criar mecanismos para proteger todos os trabalhadores das inevitáveis consequências econômicas que esse ato vai trazer. O vírus é invisível e ainda não sabemos ao certo como combatê-lo. O Estado precisa proteger o cidadão. É para isso que temos Estado.

O debate se esvazia quando percebemos que os números se transformaram em vidas. Inegavelmente viraram e podem virar mais.

Mande sua mensagem por WhatsApp
Enviar