Os critérios absurdos do ranking de deputados

Diversos deputados de todo o Brasil – inclusive de Santa Catarina – divulgaram com orgulho o resultado de mais um ranking de parlamentares no País, estipulado pelo site politicos.org.br. Classificar a qualidade da atuação parlamentar é, evidentemente, uma tarefa recheada de subjetividades. O site em questão premiou a assiduidade dos parlamentares, único ponto aparentemente inquestionável. Seguiu tirando pontos de deputados e senadores pelo simples fato de serem alvos de ação judicial, desconsiderando o fato de, na maioria dos casos, sequer terem sido julgados ainda. O mais absurdo, no entanto, vem a seguir: o ranking premia de maneira clara e objetiva os parlamentares que votaram de acordo com as orientações de Michel Temer. Quem votou a favor da Reforma Trabalhista e da Lei da Terceirização, por exemplo, disparou na classificação. Quem fez o papel de oposição e se opôs à legislação que facilitou a perda de direitos trabalhistas para milhões de brasileiros, despencou. O mesmo está encomendado, segundo os critérios do site, para quem aprovar a Reforma da Previdência, condenando milhões de brasileiros (em especial os mais pobres e que trabalham menos tempo na formalidade) a morrer sem se aposentar. É de se imaginar que quem comemorou a posição no ranking não tenha entendido bem do que se tratava.

O recorde de Temer

Pesquisa recente do Ibope indica que 90% dos brasileiros não pretendem votar no candidato a presidente que tiver o apoio de Michel Temer, muito provavelmente pela agenda imposta ao País. O ranking é uma espécie de contramão popular.

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