O que é centro, direita e esquerda?

Por mais que haja uma sensação disseminada na população de aversão à política, ela será a personagem central da eleição presidencial deste ano, como sempre foi e provavelmente sempre será. Ao escolher seu candidato, o eleitor não optará apenas por um perfil de líder para o País. Escolherá também as bandeiras de gestão que ele defende. Na tentativa de tornar seu projeto mais atraente aos olhares de um eleitor farto do que vê nos noticiários, muitos pré-candidatos têm buscado a fuga dos carimbos tradicionais e tentado se mostrar como candidatos de “centro” – como se isso existisse. Há vasta literatura tratando das definições de direita e esquerda e não há quem não tenha mais inclinação a um ou outro campo de ideias, a menos que não tenha apresentado diretrizes concretas. Quem defende liberalismo econômico, com menos presença do Estado e mais poder nas mãos do mercado, já pendeu à direita; quem entende que o Poder Público precisa estar mais presente e agindo diretamente nas relações, em defesa de quem é menos favorecido, está mais para a esquerda. São escolhas que o Brasil vai ter que fazer e não adianta tapar os olhos para a discussão central. Priorizar os investimentos em empresas para que elas gerem empregos? Ou priorizar distribuição de renda para que o trabalhador tenha dinheiro e viabilize a economia das empresas? Centro-esquerda e centro-direita são formas de expressar a adoção de princípios destas linhas com mais moderação, o que marca a história recente do País. Mas quem se diz de centro parece estar querendo esconder o que pretende fazer com o Brasil caso o governe.

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