O PL muda o jogo em Tubarão

O PL muda o jogo em Tubarão. As peças já parecem distribuídas no tabuleiro da eleição de 2020. No entanto há um novo movimento a ser feito. O bolsonarismo de Santa Catarina ficou sem casa quando o governador Carlos Moisés se revelou moderado demais para conviver com as sandices do governo federal. Sandices essas, inclusive, contra Santa Catarina.

Bolsonaro resolveu deixar o partido que o elegeu presidente da República e o PSL passou a ter a cara de Moisés.

Primeiramente falou-se em fundar o Aliança pelo Brasil em poucos meses. Certamente uma tarefa impossível. Posteriormente surgiu o suporte oferecido pelo PL. O senador Jorginho Mello, acreditem, virou o gerente da “nova política”no Estado.

Então se iniciaram os movimentos de estruturação do PL como braço do bolsonarismo em Santa Catarina. Alguns deputados eleitos pelo PSL passaram a atacar frontalmente o governador Moisés, fazendo com que a antiga base de apoio do governo virasse a mais caótica das oposições. O PL virou a casa de quem deixou o PSL para seguir o clã Bolsonaro.

Houve espaço até para provocações chulas sobre o gesto populista de Bolsonaro, de propor o fim dos impostos estaduais sobre os combustíveis – algo que, de tão irrealizável, não deveria ser proposto nem nos memes oficiais da bancada da selfie. Os deputados podem romper com Moisés, mas precisam manter a compostura.

O PL muda o jogo em Tubarão

Porém, o que importa aqui é que o PL está se estruturando para as eleições municipais em torno justamente do movimento que elegeu Jair Bolsonaro. Em Criciúma, por exemplo, essa nova cara já é realidade. Em Florianópolis também.

A pedra fundamental do partido em Tubarão tinha basicamente o vereador João Fernandes. Mas deve ser reforçado com a base que pretende disputar a eleição deste ano fazendo santinhos com a foto de Bolsonaro. Afinal, o PL foi designado como a casa da extrema direita em Santa Catarina. Jorginho Mello quer ser o candidato a governador deste campo político em 2022.

Há dois parlamentares na região que estão deixando o PSL: o deputado federal Daniel Freitas e o deputado estadual Felipe Estevão. É de se supor, portanto, que estejam bolando fortalecer o partido ao qual pretendem se filiar.

Quais serão os impactos deste movimento na eleição de 2022?

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