O jogo pode mudar

Existem dois fatores que ainda podem promover mudanças consideráveis no quadro de candidaturas da região para as eleições de 2018. O primeiro, aparentemente mais próximo de uma solução, é a possibilidade de reforma política. A Câmara dos Deputados já definiu que, se aprovado, o fim das coligações vale apenas para 2020. Portanto, nada muda em 2018, seja o projeto de lei aprovado ou reprovado. Isso viabiliza as candidaturas tanto por partidos grandes quanto por pequenos, cada qual com sua previsão de legenda. O elemento que está gerando mais análises, no momento, é a possibilidade de Júlio Garcia ser mesmo candidato a deputado estadual. Júlio atingiu uma liderança absoluta sobre o campo mais conservador do Estado e ter que concorrer contra ele é algo que nenhum dos candidatos dos partidos à direita no nosso campo político gostaria. Júlio, por exemplo, tem muita proximidade com o prefeito Joares Ponticelli e isso não ajuda em nada um candidato do PP. Além disso, se ele vier mesmo turbinando o DEM, o partido pode receber muito mais que migrações vindas do PSD. Seria uma oportunidade, no caso de Tubarão, para quem está filiado a partidos de oposição (como PSDB e PMDB) atravessar a ponte e entrar formalmente no governo. Algumas definições precisarão esperar mais um pouco.

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