O jogo da sucessão segue mudando

Os prognósticos de composição de alianças para as eleições deste ano são feitos a todo momento e ficam ultrapassados logo em seguida. A última semana teve dois fatos importantes para a finalização destes mapas. A filiação do deputado federal João Paulo Kleinubing ao DEM prova que ele mira mesmo a chapa majoritária, como candidato a vice-governador ou ao Senado – se quisesse tentar a reeleição à Câmara dos Deputados, ficaria no PSD, onde a legenda é garantida e independe de coligações na proporcional. Outra nova foi denúncia de uso de caixa dois contra o senador Paulo Bauer (PSDB), tido como possível aliado por PMDB e PP, passando pelo PSD e pelo DEM – sua boa situação nas pesquisas lhe condiciona a ser apoiado; e a necessidade de buscar apoios à candidatura presidencial de Geraldo Alckmin lhe condiciona a ser apoiador. Bauer naturalmente terá sua condição de liderar uma grande aliança reavaliada nas próximas semanas e o prazo final de filiações também vai tirar algumas dúvidas: mais alguma grande liderança vai para o DEM? Lédio Rosa de Andrade vai mesmo se filiar ao PT? O PSD nacional vai intervir no partido no Estado? Haverá espaço para surpresas ainda inesperadas?

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