O financiamento precisa trazer aumento de receita

O anúncio de que Tubarão pretende aderir a um financiamento junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) na casa de R$ 160 milhões (em valores atuais, já que se trata de US$ 40 milhões) causou, naturalmente, reações diversas. O conjunto de obras já anunciadas evidentemente trariam desenvolvimento para a cidade, em especial à mobilidade urbana. O alto valor, naturalmente, também desperta a sensação de que o endividamento pode ficar caro em um futuro próximo. A preocupação, naturalmente, é justificável. O financiamento leva cinco anos para começar a ser cobrado e é fundamental que suas obras tragam o efeito direto de aumentar consideravelmente a receita do Município. Melhorar o tráfego de veículos ajuda, proporcionar mobilidade também, mas é preciso que saiamos deste processo com um parque industrial estabelecido e com empresas instaladas, revertendo a sensação de que não temos vocação industrial. Tubarão já tem acessos privilegiados com a BR-101, os portos de Laguna e Imbituba e o aeroporto de Jaguaruna. Precisa ter suas indústrias e deixar de ter uma arrecadação própria tão inferior à de outras cidades do mesmo porte ou até mesmo menores. É preciso que o dinheiro emprestado crie as condições para que suas parcelas sejam pagas no futuro.

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