O Enem precisa ser adiado logo

O Enem precisa ser adiado logo. A pandemia de Covid-19 fez com que todos os olhos dos cidadãos se voltassem para a gestão de saúde. Ainda mais no Brasil, onde a irresponsabilidade impera e o que menos se espera do governo são ações minimamente razoáveis para conter o avanço do coronavírus.

O Ministério da Economia, inesperadamente ou não, se mostra pouco preocupado com o drama de milhões de brasileiros. Embora não consiga transferir os recursos do auxílio emergencial, que precisa pagar por determinação do Congresso Nacional, defende publicamente o avanço de reformas totalmente descabidas para o momento. A única fixação de Paulo Guedes parece ser congelar o salário de servidores públicos.

No entanto, uma temeridade está acontecendo na área da Educação. Enquanto as escolas de todo o Brasil estão fechadas, o ministro Abraham Weintraub insiste em manter a data de realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O ministro, vale lembrar, é notável pelas suas trapalhadas. Inclusive no uso da Língua Portuguesa. Não tem a menor condição de exercer o cargo e faz questão de deixar isso claro a cada dia. É de sua responsabilidade a insistência em manter a data do Enem, apesar do caos social que certamente atingiu em cheio a vida dos estudantes.

O Enem precisa ser adiado

Não é novidade precisar protestar contra as medidas de Weintraub e Bolsonaro. Aqui mesmo em Tubarão já foi preciso ir contra os cortes na Educação, anunciados logo nos primeiros meses de governo. Lembrando que o primeiro Enem sob o seu comando foi um desastre absoluto, com vazamentos e gabaritos errados.

Há uma série de dados que deixa claro que os alunos não tiveram condições de estudar para o exame. Nem os alunos de escolas particulares, muito menos os de públicas. Quanto menos acesso o estudante tem a um computador com internet, mais prejudicado ele fica pela falta de aulas presenciais.

O modelo já é naturalmente desigual e parte para ser ainda mais segregador. Um vídeo do programa Greg News, do humorista Gregório Duvivier, expõe os dados que nos fazem pensar que o governo quer mesmo é desigualdade.

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