Na transição, Moisés confirma que não é um “minibolsonaro”

Em 13 de agosto deste ano, o Diário Catarinense publicou uma entrevista com o então candidato a governador Carlos Moisés da Silva. O título:  “Eu não sou um minibolsonaro“.

O andamento da transição mostra que o agora governador eleito de fato tem um perfil muito diferente de seu correligionário e presidente eleito Jair Bolsonaro – a quem certamente deve a vitória eleitoral.

Bolsonaro faz questão de manter seu estilo boquirroto, falando muito e frequentemente precisando voltar atrás. Cita-se os casos do fim dos ministérios do Meio-Ambiente e do Trabalho. Muitas decisões foram antecipadas de maneira estabanada e com grandes repercussões, como no rompimento do acordo com Cuba no Mais Médicos e da transferência da embaixada brasileira de Israel para Tel Aviv – ato que nem ele mesmo sabe ainda se vai cancelar antes mesmo de efetivar.

Moisés tem uma trajetória muito diversa. É um sujeito discreto, polido e que prima pela educação. Nunca foi afeito de declarações espetaculosas, mesmo quando ocupou postos de relevância política, como o Comando do Corpo de Bombeiros de Tubarão. Não há registro de ofensas a quem quer que seja.

Nos meses que antecedem a sua posse, não demonstra qualquer ansiedade em gerar fatos midiáticos. De maneira ponderada, resolveu primeiro tomar pé dos desafios que virão e vive uma etapa reclusa de levantamento de informações, em reuniões de trabalho com aliados muito próximos.

Bolsonaro segue em campanha. Moisés sabe que será cobrado pelos resultados de seu governo. Num ato entre os governadores eleitos e o presidente eleito, essa semana, a distância foi nítida. Nem parece que foram eleitos pelo mesmo movimento avassalador.

 

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