Moisés atrai apoios que vão do MDB a Júlio Garcia

A inesperada presença no segundo turno de Comandante Moisés (PSL) trouxe uma movimentação inesperada à política catarinense. Pela primeira vez excluído desta etapa da disputa estadual, o MDB declarou neutralidade, mas suas lideranças estão naturalmente anunciando apoio ao candidato do PSL, muito pelas divergências deflagradas com Gelson Merisio (PSD) quando do rompimento entre os dois partidos, puxado por Merisio, buscando a viabilização de sua aliança com o PP. Em entrevista à rádio Bandeirantes ontem, o deputado estadual eleito Júlio Garcia ignorou o fato de ser correligionário do candidato do PSD e praticamente anunciou apoio a Moisés, mostrando que existe um imenso grupo dentro da política tradicional de apoio ao candidato que representa a renovação, já que nunca ocupou qualquer cargo eletivo.

Vencedor da eleição

O surpreendente resultado eleitoral de domingo trouxe a incontestável conclusão de que o tubaronense Laércio Menegaz Júnior foi um dos maiores vitoriosos deste pleito. Deixou seu passado partidário e o cargo de chefe de gabinete do prefeito Joares Ponticelli para mergulhar de cabeça na estruturação do PSL de Santa Catarina. Construiu o partido com os dirigentes partidários, absolutamente inexperientes para tarefas desta monta. Envolveu-se especialmente na campanha de Daniel Freitas, segundo deputado federal mais votado do Estado – além de ser o primeiro de Tubarão. Ainda terá trabalho pela frente, com Comandante Moisés e Jair Bolsonaro no segundo turno. Apostou alto e ganhou.

PSL deve atrair deputados

A eleição de 2018 também marcou a inauguração da cláusula de barreira, que restringe o tempo de TV e o fundo partidário a siglas que tenham conquistado um resultado mínimo nas urnas (deputados federais eleitos em ao menos nove estados ou ao menos 1,5% do total de votos, também distribuído em ao menos nove unidades da federação). Ao todo, 14 siglas não chegaram lá: Rede, Patriota, PHS, DC, PCdoB, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU e PTC. A estas siglas, resta o caminho de realizar fusões que gerem bancadas que cumpram as exigências.

Migração

Outro caminho pode ser a simples extinção das siglas, com a migração dos parlamentares a outros partidos sem o risco de perder o mandato por fidelidade partidária. Estima-se que 14 deputados federais podem migrar diretamente para o PSL, que tem a segunda maior bancada da Câmara, atrás apenas do PT, e pode conquistar a liderança com essa recepção.

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