Médicos do HNSC são acusados de formação de cartel

A participação do diretor do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) Cristiano Alexandre Ferreira na sessão de segunda-feira da Câmara de Vereadores causou uma imensa polêmica. Cristiano, médico cardiologista por formação, não fez cerimônia ao fazer duras críticas a alguns dos médicos que trabalham na instituição e estariam formando cobrando honorários considerados absurdos pela direção do Hospital. O áudio de uma entrevista concedida a Vera Mendonça (rádio Bandeirantes) e Ramon Silveira (rádio Tubá) circulou pelo Whatsapp e a argumentação de Cristiano é chocante. Termos como cartéis, máfia e formação de feudo são usados para definir a atuação dos profissionais que não teriam o perfil de trabalho para atender clientes da rede pública. Para que o leitor compreenda, os atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) recebem pagamento do governo federal, mas estes valores ficam muito abaixo do que é cobrado em atendimentos particulares ou por plano de saúde. Por isso, o Hospital precisa complementar os valores. Cristiano afirmou que os seus colegas usam o paciente como moeda de troca ao ameaçar não realizar atendimentos caso o valor exigido não seja pago e dificultariam a chegada de novos profissionais, para que não haja concorrência. “É preciso coragem, engajamento e força política para combater isso. Nenhum médico ganha menos de R$ 20 mil e há médicos que chegam a ganhar R$ 100 mil no Hospital”, destacou Cristiano. A Associação Médica Tubaronense (AMT) emitiu nota ontem repudiando as declarações, mas de forma genérica e superficial.

 

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