Líder e vice-líder das pesquisas desistiram de concorrer

O cenário pré-eleitoral catarinense registrou poucas pesquisas de intenção de voto, mas o que havia não deixava margem para dúvidas: Esperidião Amin (PP) liderava qualquer cenário em que estivesse colocado e Paulo Bauer (PSDB) vinha atrás. O levantamento divulgado pelo jornal Notícias do Dia em junho mostrava Amin com 26% e Bauer com 19%, no cenário em que os dois competiam. Os três candidatos que rondavam a casa dos 10%, variando de acordo com o cenário, concorrerão de fato: Décio Lima (PT), Gelson Merisio (PSD) e Mauro Mariani (MDB). Claro que deve ser avaliada a possibilidade de tanta vantagem na ponta ser causada pelo chamado recall, que é a lembrança do eleitor por outras eleições – Amin já concorreu ao governo quatro vezes e Bauer foi candidato a senador em 2010 e a governador em 2014. As estimativas de que a eleição para o governo do Estado seria ineditamente pulverizada acabaram contrariadas no fantástico final de semana de agrupamentos em que os dois primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto desistiram de concorrer. Gelson Merisio vai liderar um bloco de 12 partidos composto por PSD, DEM, PP, PSB, PDT, PODE, SD, PRB, PSC, PROS, PCdoB e PHS; Mauro Mariani tem o apoio de nove: MDB, PSDB, PR, PPS, PTC, PTB, PRTB, DC e AVANTE. Muito embora em chapa pura, registra-se a expressão da candidatura de Décio Lima (PT), ex-prefeito de Blumenau por duas vezes, deputado federal também por dois mandatos e presidente de um partido que tem cinco cadeiras na Assembleia Legislativa e duas na Câmara dos Deputados. Há ainda Ângelo Silva Castro (PCO), Carlos Moisés da Silva (PSL), Ingrid Assis (PSTU), Leonel Camasão (PSOL) e Rogério Portanova (REDE), todos também sem qualquer tipo de coligação.

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