Joinville adota estacionamento rotativo gratuito

Tubarão aguarda a efetiva implementação de seu mais novo estacionamento rotativo. Ele vem no rastro de consecutivos insucessos na adoção de modelos diversos. Do tradicional cartão de raspar a serviços com tecnologia avançada, muita coisa deu errado. Manter a relação contratual com as empresas responsáveis também se revelou sempre uma tarefa desafiadora. A responsabilidade quanto às notificações de infração são uma eterna fonte de desacertos – não parece razoável que o cidadão tenha que ser repreendido por alguém que não seja uma autoridade de trânsito. Na esteira deste acúmulo de experiências, vale a pena prestar atenção no que está sendo adotado em Joinville. Na maior cidade de Santa Catarina, já não há mais cobrança do cidadão para utilizar as vagas. É um modelo muito mais simples que os tradicionalmente empregados. Sem contratação de empresas privadas, a gestão é feita por agentes de trânsito e guardas municipais. Quem descumprir o prazo máximo de permanência em uma vaga está sujeito a uma multa de trânsito, de R$ 195,23 – e não a simples advertência geralmente implementada, que pode ser resolvida com a simples compra de alguns cartões. O financiamento fica a cargo apenas dos infratores, e não de todos os usuários – os que cumprirem à risca o regulamento e não ultrapassarem o tempo de permanência permitido seriam beneficiados. Naturalmente é polêmico porque a penalidade aos infratores será muito mais pesada que a que estamos acostumados a ver. Joinville ainda está numa fase educativa, em que as multas ainda não foram deflagradas. Porém, a ideia de dispensar um contrato milionário e deixar a administração a cargo da Guarda Municipal, que tem competência e preparo para tal, parece digna de ser ao menos estudada.

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