Intervenção no Rio de Janeiro é uma jogada muito perigosa

É inegável que a Segurança Pública do Rio de Janeiro anda precisando ser revista e o Carnaval deste ano, farto em assaltos de toda sorte, foi simbólico, também pelo fato de o prefeito Marcelo Crivella (PRB) e o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) estarem ausentes da Capital no momento delicado. Mas a intervenção é um passo muito perigoso. Cria estado de exceção e é impossível não remeter ao Golpe de 64, que instalou uma sangrenta ditadura de mais de 20 anos no Brasil. São circunstâncias diferentes, naturalmente, mas inspiram um sentimento comum de precedente perigoso que pode estar sendo aberto.

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