Infidelidade partidária em alta

O deputado estadual Nilson Gonçalves conseguiu manter seu mandato, apesar de estar sem partido desde que se desfiliou do PSDB. Nilson obteve vitória no TRE-SC, que entendeu que sua saída do partido tem justo motivo. Sem entrar no mérito do caso específico, a verdade é que tem sido cada vez mais raro ver políticos perderem seus mandatos por infidelidade partidária, o que é muito prejudicial à democracia.

Ponte

Não parece ser o caso de Nilson, que só assumiu lugar na Assembleia Legislativa por conta da convocação de Leonel Pavan e Vicente Caropreso para assumir secretarias de Estado e vai deixar o parlamento em abril, quando ambos voltarem para se desincompatibilizar de seus cargos e poderem concorrer. Mas muitas vezes as trocas de sigla servem para que legisladores eleitos por blocos de oposição passem ao time dos governos.

Dados

Dados publicados pelo jornal O Estado de São Paulo revelam que 124 dos 513 deputados federais brasileiros trocaram de partido na atual legislatura, sendo que 31 deles trocaram mais de uma vez. Nada mais simbólico que o Partido da Mulher Brasileira (PMB), que não elegeu ninguém, chegou a ter 25 parlamentares e hoje não tem mais nenhum. No Congresso Nacional, a discussão lamentavelmente é para enfraquecer ainda mais a fidelidade, criando janelas de livre transferência.

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