Governo desmonta o Mais Médicos

O governo federal desmonta o Mais Médicos. Apenas seis cidades de Santa Catarina poderão, afinal, fazer cadastro no programa. O edital divulgado pelo governo federal nesta semana, aliás, restringiu muito a participação.

O posicionamento dos municípios de Santa Catarina, anteriormente anunciado pela Federação Catarinense dos Municípios (Fecam), não surtiu efeito algum. A entidade voltou a se manifestar contra a decisão, que determina que cerca de 400 vagas deixarão, assim, de existir.

Apenas Água Doce, Campo Erê, Lebon Régis, Vitor Meireles, Major Vieira e Presidente Nereu poderão realizar inscrição. Essa definição tem base, primeiramente, em dados de vulnerabilidade social. A decisão corrobora, portanto, o posicionamento do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina.

Governo acaba com Mais Médicos na Amurel

A Amurel e o Sul de Santa Catarina evidentemente ficaram sem nenhuma vaga. O programa acabou na região.

O presidente da Fecam, o prefeito de Tubarão Joares Ponticelli, criticou a decisão do governo, que desmonta o Mais Médicos. “Se os municípios menores, especialmente os mais distantes não forem contemplados para atender na atenção básica, será nas cidades de médio e grande porte que os problemas vão parar”, alertou.

O presidente da Fecam acrescenta ainda que “será nos serviços de média e alta complexidade que o paciente desatendido baterá na porta, congestionando ainda mais o serviço que já está com carência de pessoal, com dificuldade em atendimento”.

Bolsonaro defendeu o fim do Mais Médicos

Antes de oficializar sua candidatura, Bolsonaro falou mandar embora os médicos cubanos com uma “canetada“.

Joares, vale lembrar, apoiou a eleição de Jair Bolsonaro. O desmonte do programa sempre foi defendido pelo presidente.

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