Governo Bolsonaro deixa o Sul falando sozinho

O governo Bolsonaro deixa o Sul de Santa Catarina falando sozinho. A audiência pública realizada na manhã de hoje na Arena Multiuso, em Tubarão, reuniu, por fim, um bom público. O encontro foi realizado com o fim de debater a instalação arbitrária de quatro praças de pedágio no trecho sul da BR-101. Todavia, sem qualquer diálogo com a população, nem mesmo com seus representantes eleitos.

Nenhum mísero representante do governo federal, porém, deu as caras. A ausência foi não apenas do Ministério da Infraestrutura, mas também da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O ministro da Infraestrutura foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro. E goza do status de superministro do governo.

O diretor da ANTT também é escolha pessoal de Bolsonaro.

Trata-se de um deboche absoluto.

Primeiramente, porque o lançamento do edital de concessão se deu na véspera da audiência. Parece ter sido calculado para esvaziar o evento que serviria de oportunidade para a manifestação das pessoas que vivem aqui.

Embora tenha sido agendada em horário comercial, a audiência convocada pela Assembleia Legislativa reuniu um bom número de pessoas. O debate, no entanto, passou longe.

O Sul falando sozinho

Logo na primeira fala, o deputado estadual Volnei Weber (MDB), proponente do ato, declarou que não há alternativa. Se o Sul quiser discutir o tema, terá que procurar a Justiça.

O comedido senador Esperidião Amin (PP) defendeu o ministro Tarcísio de Freitas. Embora pareça concordar que ele não deu a menor bola para os pleitos da região. E admita, ainda, que o trecho sul da BR-101 será o último a receber um sistema de cobrança de pedágios tido pelo próprio governo como ultrapassado.

Que presente!

Governo Bolsonaro deixa o Sul e opta por quatro praças

O governo Bolsonaro deixa o Sul falando sozinho e toma as decisões de maneira autoritária. Não dá bola nem mesmo às manifestações dos seus próprios apoiadores, que acabaram por protestar contra o próprio governo. O que causou evidente encolhimento do grupo. Inclusive, claro, por conta das trapalhadas da gestão.

O governo, claro, escolheu esse modelo. Mira a arrecadação que as quatro praças vão gerar. E exerceu, de maneira idêntica a outros casos, seu viés autoritário.

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