Gisele Vargas: “Os salários da Unisul são os menores do sistema Acafe”

O Sinpaaet considera a possibilidade de aceitar o corte linear de carga horária e salários, proposto pela Unisul?
Sim. O Sinpaaet compreende a importância e relevância da Universidade para a cidade e para todos os trabalhadores e trabalhadoras que fizeram dela a potência que é, mas não podemos aceitar que somente nós paguemos as contas. Outras medidas, anteriores ao corte de carga horária e salários, podem ser tomadas como: absorção da Fundação, que custa em média R$ 750mil/mês, pela universidade; suspensão das licenças remuneradas; revisão das alocações de professores por diagnóstico de possíveis inconsistências; auditoria na UnisulPrev, que acumula dívida de R$ 69 milhões; revisão em gratificações de gestores, estimadas em R$ 300 mil/mês. Lembrando que os salários pagos pela Unisul Tubarão são os menores do sistema Acafe, inclusive havendo diferença entre campus Tubarão e campus Florianópolis.

Quais as causas dessa situação econômica tão frágil?
Uma combinação de vários fatores, que, mais que econômicos, são estruturais.Por exemplo: má utilização dos recursos da universidade, manutenção de privilégios e regalias, concorrência e as crises econômicas estadual e federal.

O que poderia ter sido feito para evitar? Houve omissão do sindicato?

Isso poderia ter sido evitado com uma gestão mais transparente e democrática. Aliás, essa sempre foi uma reinvindicação do Sinpaaet, que nunca foi omisso. Possuímos 28 anos de história de lutas, marcada por várias ações coletivas, negociações e renegociações, convenções, denúncias ao MP. No entanto, priorizamos o diálogo e os acordos com a universidade, pois entendemos a importância da existência da Unisul para Tubarão e região.

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