Aglomeração com dinheiro público em Tubarão

Aglomeração com dinheiro público em Tubarão

Damares Alves, chefe do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos veio a Tubarão neste sábado (27). Sua passagem pela cidade integrou um roteiro pelo sul do Estado. Agenda muito comum no meio político, mas uma irresponsabilidade inaceitável no momento em que vivemos. Em meio a uma pandemia que matou mais de 50 mil pessoas em todo o Brasil. Em Santa Catarina, estamos chegando perto da perda de 300 vidas.

A ministra, porém, segue a cartilha do irresponsável que ocupa a presidência da República. Jair Bolsonaro já se referiu à terrível doença como gripezinha e resfriadinho. Já chamou de histeria a preocupação com as vidas brasileiras e já debochou abertamente dos dados que tristemente transformaram o Brasil numa referência de como não se combater um problema de saúde pública dessas proporções.

O ápice da irresponsabilidade da ministra, no entanto, aconteceu mesmo em Tubarão. O que foi anunciado como uma pequena reunião se revelou uma aglomeração. Imagens que circulam na internet mostram pessoas amontoadas num salão. Algumas com máscara, outras sem.

A agenda oficial do site do Ministério não apresentava nenhum evento. Mas o que houve está aí para quem quiser ver.

Aglomeração com dinheiro público em Tubarão

A aglomeração contou com a presença de diversos deputados. Supõe-se que todos saibam ler e tenham consciência da gravidade da crise sanitária que estamos vivendo.

O evento aconteceu dois dias depois de os prefeitos de toda a região anunciarem medidas restritivas para combater o avanço desenfreado do vírus. O Art. 5º do Decreto 5117/2020, de Tubarão, publicado em 26 de junho de 2020, estabelece o seguinte:

Art. 5º Permanecem suspensas as seguintes atividades:

a) Ensinos infantil, fundamental, médio, técnico e superior, ressalvada, para a última, a previsão contida no Decreto nº 5.105, de 12 de junho de 2020;
b) Realização de eventos públicos e privados em qualquer modalidade;
c) Fica mantida a proibição de execução de música ao vivo em qualquer local e em qualquer modalidade;
d) Funcionamento de espaços públicos como parques, praças, clubes sociais e afins, permitido somente o funcionamento de restaurantes e academias conforme protocolos preestabelecidos;
e) Academias ao ar livre;
f) Atividades esportivas coletivas, a exemplo de práticas de beatch tênis, vôlei, futebol amador entre outros.

A viagem da ministra e sua comitiva foi paga pelo governo federal. Não sei quem pagou pelo evento. Pouco importa. Foi a presença da ministra que provocou a aglomeração.

Portanto, com dinheiro público.

O mínimo que se espera, portanto, é punição severa. Em respeito ao cidadão responsável que está saindo de casa apenas quando precisa. Que está se privando de momentos sociais em nome da proteção aos cidadãos.

Todos ficamos revoltados quando vimos as notícias de festas privadas, há algumas semanas. O que dizer desta atividade que aconteceu com dinheiro público?

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