Falta mulher na política brasileira

Muito se fala em uma eleição de renovação dos quadros políticos brasileiros – muito embora essa dita renovação dificilmente seja praticada da forma que se imagina antes do dia da votação. Mas um cenário continua cruelmente real: a baixa perspectiva de eleição de mulheres. Nos últimos anos houve a adoção de importantes medidas de estímulo à participação feminina nas eleições: reserva de um terço das vagas das chapas proporcionais para cada gênero e, neste ano, a destinação de ao menos um terço do fundo eleitoral para custear as candidaturas, mais uma vez, de cada gênero. Mesmo assim, os resultados são tímidos e incoerentes com a participação social. Há apenas duas mulheres entre os 16 deputados federais catarinenses; apenas quatro entre as 40 deputadas estaduais; e nenhuma mulher na Câmara de Vereadores de Tubarão, que tem 17 cadeiras. Na hora de montar chapas, é notório que as siglas têm extrema dificuldade em preencher as vagas reservadas para candidatas e quando o assunto chega às composições majoritárias, em que não existe obrigação de cumprimento de cota de gênero, as mulheres são raridade absoluta. Como dito no começo do texto, os instrumentos legais criados são consideráveis. Falta a participação de mais mulheres no dia a dia dos partidos políticos, para que haja mais candidatas e mais delas tenham condições reais de se eleger e representar a maioria da população brasileira.

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