Empréstimos da prefeitura somam R$ 118 milhões

Empréstimos da prefeitura somam R$ 118 milhões.

É preciso ser justo: primeiramente, há algumas semanas, fiz uma postagem em meu blog totalizando os empréstimos contraídos pela prefeitura de Tubarão em 2019. Havia um erro, como apontou o prefeito Joares Ponticelli, com uma boa dose de destempero, no sábado. A fala ocorreu no Frente a Frente, da rádio Bandeirantes. Os dados não eram os que eu calculei, tampouco os que ele apresentou. Não foram, portanto, nem três nem seis os contratos firmados. Foram quatro, que totalizam R$ 118,5 milhões de dívidas para serem pagas pelas próximas administrações.

E aqui é que mora o debate que realmente importa: o volume de empréstimos contraídos para fazer obras no último ano de governo – sim, o ano da busca pela reeleição. Ainda mais: sem qualquer debate com a população para definir quais as prioridades para a cidade. Especialmente porque o maior destes contratos está sujeito às variações da cotação do dólar. Se a moeda americana disparar nos próximos 15 anos, as prestações também disparam e a conta fica para o cidadão tubaronense.

Empréstimos da prefeitura de quase metade da arrecadação anual

Contrair financiamentos para investir é algo usual na administração pública, mas não em um volume tão alto. Tubarão está pegando emprestado o equivalente a quase metade de sua arrecadação anual (R$ 249 milhões em 2018). Isso depois de turbinar essa arrecadação com aumento de IPTU, taxa de lixo e Cosip, entre outros.

O cidadão paga a conta do aumento da arrecadação e ganha um carnê em dólar para quitar. É ou não necessário discutir isso?

Leis de abertura de crédito

Explica-se: na postagem original, duas leis de abertura de crédito para empréstimos aprovados anteriormente foram contabilizadas como se tratassem de novas operações. Portanto, dois destes empréstimos acabaram duplicados.

Corrigidos os dados, o mérito da discussão segue.

É preciso registrar o lamentável deboche com que o prefeito Joares Ponticelli e o secretário de Educação Maurício da Silva trataram, ao vivo, as aulas de reforço oferecidas pelo município. Aos risos, disseram que eu precisaria delas.

Que ensino teremos se o prefeito e o responsável máximo pela Educação zombam dos alunos que buscam complementar o conteúdo da sala de aula? Participar de aula de reforço não é vergonha para ninguém, muito menos sinônimo de inferioridade.

Joares e Maurício são professores de formação. Foram adversários políticos ferrenhos até pouco tempo atrás, mas o poder selou a paz. Agora, gargalham juntos.

Na mesma entrevista, Joares anunciou que o Tribunal de Contas enviará contas da gestão de Olavio Falchetti com parecer de rejeição. Só pode estar se referindo às contas de 2014, únicas que ainda estão sob análise do Tribunal.

Acontece que este caso será apreciado pelo TCE apenas no dia 16 de setembro. Como será que o prefeito já sabe o resultado mais de um mês antes da sessão?

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