Eleição estadual passa pelos palanques nacionais

A definição dos palanques nacionais tem sido deixada em segundo plano nas discussões sobre alianças para a disputa do governo do Estado, mas certamente serão muito decisivas na hora de firmar os acordos na semana das convenções. Líder nas pesquisas, o ex-presidente Lula conta com o palanque de uma provável candidatura do PT ao governo e esse parece ser o cenário mais definido. Segundo colocado, Jair Bolsonaro decidiu filiar-se a um partido praticamente inexistente em todo o Brasil e também no Estado, o que dificulta seu trabalho por aqui. Se não conseguir o apoio de grandes partidos (o que é provável), terá que ter um candidato a governador de Santa Catarina. A orientação de PMDB, PSDB, PSD e PP fatalmente passará pela candidatura à presidência do bloco que hoje comanda o País sob a batuta de Michel Temer. O mais cotado é Gerado Alckmin (PSDB) e esse cenário tornaria o seu partido a provavelmente abrir mão de candidatura própria em nome de apoio dos demais. PMDB e PSDB não teriam, em tese, como compor com o PT e os partidos de esquerda nem mesmo em um eventual segundo turno, pela polarização nacional. O mesmo não se aplica a PSD e PP, maiores componentes do “centrão” que tradicionalmente apoiou quem estivesse no poder. É uma vantagem que pode explicar a busca de união que líderes destes dois partidos têm demonstrado.

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