Eleição de 1989, ao contrário da de 2018, foi “solteira”

Não falta quem compare as eleições presidenciais deste ano com as de 1989, a primeira direta desde a redemocratização. A principal razão da comparação é a aparente profusão de candidaturas, gerada pela descrença na classe política em geral – se hoje temos um governo inacreditavelmente desastroso e impopular comandado por um presidente que nunca foi e jamais seria eleito, na época José Sarney cumpria papel igualmente notável. Mas há uma diferença crucial, além da presença do ex-presidente Lula, candidato ou não, como tema da disputa: o fato de que a eleição de 2018 não é isolada da escolha de deputados estaduais, deputados federais, senadores e governadores. Em 1989, o povo foi às urnas eleger única e exclusivamente o presidente da República e não estava em pauta a necessidade de fechar alianças nos estados. Isso ajuda a explicar como Fernando Collor conseguiu vencer aquele pleito. Jair Bolsonaro precisa de uma estratégia diferente.

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