Educação e tecnologia durante a pandemia

Educação e tecnologia estão caminhando unidos durante a pandemia.

As aulas em escolas, desde a fundação do ensino regular, no século 12, na Europa, sempre foram caracterizadas um professor dentro de uma sala de aula, estudantes, um quadro negro e giz. Uma modernidade – pode-se dizer – é o quadro branco e o canetão. Mas desde o dia 6 de abril o Governo do Estado de Santa Catarina anunciou aulas por ferramentas remotas para os 540 mil estudantes catarinenses. Com isso, a escola tradicional foi arremessada ao século XXI.

Por causa da quarentena imposta, a partir da suspensão das aulas em Santa Catarina, desde o dia 19 de março, ocasionada pela pandemia do novo coronavírus, aulas virtuais são produzidas, nas residências dos professores municipais e estaduais, para a plataforma Google Sala de Aula. Foi esse o caminho apresentado pela Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina para que os estudantes não percam o ano letivo e as famosas 800 horas de aulas sejam cumpridas. A Amurel não poderia ficar para trás nesse processo de mudança.

Enquanto muitos veem isso como um “limão bem amargo”, outros veem como a possibilidade de transformar a inovação em uma saborosa “limonada”. Como é o caso do professor André Henrique Nunes do Carmo, efetivo estadual e municipal, que está lecionando de forma online as disciplinas de Língua Portuguesa, Inglesa e Espanhola no ensino médio na E.E.B. Visconde do Rio Branco, no barro Araçatuba, em Imbituba; e Inglês, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, na E.M.E.F. Paula Martins Pereira, em Areias de Palhocinha, Garopaba.

Conforme o professor André Henrique, na função de professor, é preciso deslocar o educador da posição de conforto e entender que a aula focada em repetição, memorização e perda de tempo com longas chamadas e maus comportamentos de alguns estudantes não tem espaço nessa nova proposta de ensino/aprendizagem. Aqui, a função do professor é sustentada em dois pilares. Ou seja, ser ao, mesmo tempo, mediador e curador do conhecimento para os estudantes.

Mediador, pois a informação está à disposição dos estudantes. Contudo, o estudante precisará de alguém que o oriente em fontes seguras de informação, ensine atalhos para o aprimoramento intelectual e, principalmente, o educador deverá ser um companheiro de caminhada na aquisição de conhecimento. Da mesma forma, curador, já que tem que selecionar o mais relevante entre a disposição infinita de informação na internet e o interesse do estudante em conhecer o quão impressionante é a apreciação de excelentes materiais educacionais, artísticos e científicos produzidos por todo o mundo e acessíveis num clicar de dedos.

Para o professor André Henrique, é necessário entender que a famosa “cola” agora não é pecado, mas é forma de pesquisar para crescer em saberes. Segundo ele, “antes a maior parte do tempo da atuação do professor era in loco na sala de aula. Mas isso era no presencial. Agora a maior parte do tempo será no planejamento e elaboração das aulas no Google Sala de Aula. Eu, por exemplo, seleciono o conteúdo que vai ser fornecido para o estudante no Google Documentos, depois, escolho um vídeo no YouTube, ou eu mesmo produzo um e posto nessa rede social, para servir de complementação da explicação, finalmente, elaboro uma atividade avaliativa, na qual o estudante vai ter que ir e voltar no conteúdo apresentado, em um movimento de pêndulo, observando e buscando compreender aquilo que é relevante para ele sair-se bem na avaliação. O ganho é que, antes, a avaliação era motivo de terror e apreensão, agora se torna o momento mais importante na aprendizagem”.

Sobre a forma de avaliar o desempenho, o professor André Henrique destaca que há uma melhora na qualidade da análise, pois todas as respostas são organizadas em gráficos entre acertos e erros individuais (ou em grupo) e, também, na diminuição do tempo perdido para catalogar os resultados. Nisso, conforme o professor André, aumenta-se a qualidade da ação de reintervenção do educador nas aprendizagens que não foram plenamente alcançadas.

Dessa mesma maneira, a gestora escolar da E.E.B. Visconde do Rio Branco, Fabiana Alice Góes, afirma que “é sabido que após grandes catástrofes vêm também importantes avanços em diversas áreas e setores. Na Educação, espero que também tenhamos avanços após essa Pandemia. Porém, é importante salientar que com todas as mudanças e implementação de ferramentas tecnológicas utilizadas para que o aluno tenha acesso às aulas, a figura do professor presencialmente tornou-se ainda mais indispensável no processo de ensino/aprendizagem”. Fabiana considera que é sabido que as novas tecnologias e ferramentas que todos na escola estão lidando, no momento, acrescentam positivamente como complemento e facilitador da aprendizagem e conclui dizendo: “afinal, nos dias de hoje, em tempos tecnológicos, é difícil tanto para o professor quanto para o aluno dinamizar e compreender as aulas, tendo como recursos apenas o giz e o quadro”.

Diante dessa nova realidade, a educação se depara com esse desafio e o professor André Henrique, para ajudar os seus estudantes, criou o que ele chama de “DesGrilando com o prof André”: um canal no Youtube, uma página Facebook e um perfil Instagram. Atualmente, o material para aulas é voltado para crianças de 8 a 10 anos. Posteriormente, o professor produzirá material para as disciplinas de Português e Espanhol para o público adolescente.

 

Quem quiser conhecer mais o trabalho do professor André Henrique, é só acessar:

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