Distritão x Fim da coligação

O Distritão por aqui

Existe a expectativa de que a Reforma Política avance no Congresso Nacional essa semana e engana-se quem pensa que o resultado disso faz pouca diferença na nossa realidade local. A proposta que cria o Distritão (sistema em que os mais votados são eleitos, sem qualquer cálculo de legenda) parece fadada a ser rejeitada. Se vigorasse, provavelmente mataria a maioria das candidaturas locais porque os partidos seriam obrigados a priorizar quem já tem mandato, sob pena de dividir os votos. Com o modelo proporcional (que vigora hoje), os próprios partidos têm interesse em múltiplos candidatos para que todos contribuam para a legenda.

O fim da coligação por aqui

Já o fim das coligações proporcionais pode ter efeito contrário: o surgimento de mais candidaturas na região, além das já cogitadas. Muitos partidos adotavam a estratégia de se unir em alianças e lançar apenas os nomes tidos como mais cotados, como fizeram PMDB e PSD, juntos, em 2014. Tendo que viabilizar sozinhas as suas chapas, as siglas fatalmente precisarão de mais nomes para deputado federal e estadual e cidades polo como Tubarão tendem a ser mais procuradas.

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