Disputa pelo governo está equilibrada como nunca

A notícia de que o tubaronense Lédio Rosa de Andrade pode concorrer ao governo do Estado ou outro cargo eletivo na eleição deste ano pegou quase todo mundo de surpresa. É muito incomum a participação de ex-representantes do Poder Judiciário em pleitos eleitorais, embora muito tenha se comentado sobre isso na eleição presidencial – Sérgio Moro e Joaquim Barbosa são ainda apontados como alternativas. Essa possibilidade também passa pelo fato de a disputa pelo governo ser equilibrada como talvez nunca tenha acontecido. Em pesquisas de intenção de voto, há apenas dois nomes que se destacam: Esperidião Amin (PP) e Paulo Bauer (PSDB). Ambos beneficiados por terem participado de disputas majoritárias recentes e terem seus nomes mais lembrados pelo eleitor, o que tecnicamente tem se chamado de “recall” (recordação, em inglês). Não faltam experiências, porém, que demonstrem que essa vantagem se dilui na campanha, quando quem é menos conhecido muda esse quadro. Com exceção a Amin e Bauer, todos os nomes cotados giram perto dos 10%, como Mauro Mariani (PMDB), Décio Lima (PT) e Gelson Merisio (PSD). Um cenário diferente dos últimos, em que nomes referenciais como Luiz Henrique da Silveira e Raimundo Colombo davam outro ritmo à campanha. Sem grandes favoritos, a eleição torna-se atrativa para a participação de nomes novos e que escapem do desgaste da classe política.

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