Descaso com a comunidade escolar do Tomé

A notícia do fechamento da Escola de Educação Básica Tomé Machado Vieira, em Oficinas, pegou a comunidade escolar de surpresa. Não deveria, e esse, certamente, é o maior dos absurdos de uma história muito mal contada. Em 21 de dezembro do ano passado já havia registros documentados sobre a transferência dos alunos para a escola Senador Benjamin Francisco Gallotti. Tudo restrito aos comunicados administrativos, num processo que envolveu a gestão que encerrou em 31 de dezembro e a que iniciou em 1º de janeiro. Ninguém assumiu o esforço de avisar funcionários, pais e alunos, que estão até hoje sem saber como proceder. Não sabem se a transferência será, de fato, automática; não sabem se têm o direito de preferir outras instituições (como o Aderbal Ramos da Silva, por exemplo); não sabem se devem procurar as direções, mesmo fora do período de matrícula; e, principalmente, não sabem se ainda é tempo de lutar para que o Tomé não seja fechado. Falta uma semana para o início das aulas. O descaso se torna ainda mais flagrante quando a comunidade conta que se esforçou em recentes reformas pontuais no espaço, feitas ironicamente enquanto o governo do Estado discutia internamente seu fechamento. Se ele for confirmado, qual será o futuro daquela estrutura física? As escolas Angélica Cabral (São Bernardo) e Mauá (Oficinas) infelizmente são exemplos de estruturas que, depois de fechadas, ainda não foram transformadas em creches, como se anunciava. Razões de sobra para a preocupação com o futuro do Tomé.

Reformar ou fechar?

No primeiro comunicado em que confirmava o fechamento da escola, a secretaria de Estado da Educação alegou o baixo número de alunos – o dado é inquestionável, mas há muitas maneiras de combater esse problema antes de tomar a medida mais drástica, ainda mais com a troca na direção. Depois, foi citada uma Ação Civil Pública movida contra o Estado. A pergunta que fica é: Fechar a escola configura cumprimento da decisão judicial que determinou que o prédio fosse reformado?

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