Deputado propõe censura a estudantes

Um deputado estadual de Santa Catarina propõe censura a estudantes. Na volta do recesso parlamentar, Ricardo Alba (PSL) reafirmou a falta de noção da bancada da extrema direita e propôs uma lei estadual que proibiria estudantes de fazerem greve.

Sim, proibição de greve.

A proposta abrange as instituições de ensino superior mantidas pelo Estado. Portanto, alcança “apenas” os alunos da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Naturalmente sua aprovação seria o caminho aberto para uma adaptação também às demais instituições: primeiramente, as comunitárias; posteriormente, as particulares.

O direito de greve está garantido pela Lei 7.783/89, não por acaso criada pouco depois do fim da sanguinária ditadura militar brasileira. Esta ditadura, como se sabe, usava fartamente o instrumento da censura como forma de impedir manifestações de contrariedade ao regime.

A legislação reflete o debate da época e naturalmente se debruça mais sobre o direito a trabalhadores. Mas não é sensato imaginar que estudantes possam ser censurados.

O projeto está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. É provável que tenha parecer contrário.

Ricardo Alba é de Blumenau e foi o deputado estadual mais votado nas eleições de 2018.

Deputado propõe censura e presidente persegue a Educação

Afinal, qual o sentido de proibir a manifestação de estudantes? Impedi-los de se manifestar não vai reduzir os problemas do ensino público brasileiro. Nem os históricos, muito menos os que tem sido criados pelo governo Bolsonaro. Sobretudo com os cortes orçamentários e constantes ameaças contra as universidades federais. Enquanto isso, um deputado de SC propõe censura a estudantes.

Além disso, o presidente da República apoiado pelo deputado mantém no Ministério da Educação um “executivo”que chama a atenção pelos grosseiros erros de ortografia. E ainda mais pela condução desastrosa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que deixou tantos estudantes sem ter a quem recorrer.

A menos, claro, que se trate de um apoiador do governo. Nestes casos, o atendimento é personalizado.

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