DEM pode ser a ponte para entrar no governo Bolsonaro

O PSD foi criado em 2011 por Gilberto Kassab, então prefeito de São Paulo com um objetivo pragmático muito claro: permitir que políticos com histórico de direita pudessem migrar para a base de apoio ao governo Dilma sem fazer um movimento brusco demais – como se filiar a um dos poucos partidos mais à esquerda do País.

Muita gente atravessou a ponte e passou a dialogar muito melhor com quem ocupava o Palácio do Planalto à época, mesmo sem ter ajudado a eleger aquela gestão. Pouca gente permaneceu por lá, como a história mostra. O PSD tornou-se uma sigla camaleão, que se adapta a qualquer meio.

Curiosamente, o caminho contrário pode ser feito por muitas pessoas com o mesmo objetivo. Filiados ao PSD podem assinar ficha no DEM para, sem traumas, entrar no bolo governista na era Bolsonaro.

Embora não tenha apoiado a eleição do presidente militar, o antigo PFL é quem dá as cartas agora. Tem três ministros, o presidente da Câmara e o presidente do Senado.

O partido pode ser um caminho para quem quiser se chegar ao governo, mas não pretenda se associar diretamente ao jeito peculiar de se articular do PSL.

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