De olho em 2020, lideranças aguardam movimentações

As eleições de 2020 começaram, como se sabe, assim que as de 2018 acabaram. Muita gente nova ascendeu às estruturas de poder e quem estava por lá há muitos anos poderá descobrir como é ficar de fora – ou aderir em breve às novas ordens de poder. Lideranças que estão de olho no pleito municipal, muitas vezes sob orientação de quem está mirando 2022, já fazem os cálculos da rota que devem trilhar para chegar lá. Mas ainda na fase de estudos. Partidos tradicionais como PT, MDB, PSDB, PP e PSD passarão por processos de rediscussão interna pra definir o papel que pretendem assumir na nova conjuntura. Siglas de menor porte, como PSB, PRB, PR e DEM precisarão se reestruturar para se manter vivos, já que as coligações proporcionais não vão poder acontecer a partir do pleito do ano que vem. As que emergiram em outubro, como PSL e Novo, precisarão mostrar a capacidade de resistir à chegada repentina ao poder – e o caso Queiroz, que envolve em gravíssimas suspeitas o senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, é a grande demonstração de que esse desafio é muito mais difícil do que o de ganhar uma eleição. Muita gente que está filiada aos grandes, médios e pequenos partidos, sejam novos ou tradicionais, está considerando a possibilidade de mudar de barco. Mas a prudência recomenda esperar para saber em quais águas se navegará.

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