Criciúma e Itajaí, exemplos para busca do Fonplata

Sonhado pela prefeitura de Tubarão, o financiamento junto ao Fundo de Desenvolvimento Financeiro da Bacia do Prata (Fonplata) está em estágio bem mais avançado em Criciúma. Por lá, o Município obteve, em análise da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a nota B de capacidade de pagamento – que envolve capacidade de endividamento, poupança corrente e liquidez. Isso aconteceu mais de um ano e meio depois de a Câmara de Vereadores autorizar, com a lei municipal n° 6.939 de 10 de agosto de 2017, a captação de US$ 17,2 milhões (R$ 66 milhões).

Agora o financiamento ainda precisa ser aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, por se tratar de um empréstimo internacional que tem garantia da União – o Fonplata é sediado na Bolívia e mantido pelos governos de cinco países: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O CAE é formado por 27 senadores. Em setembro do ano passado, aprovou US$ 62 milhões para Itajaí (R$ 240 milhões), seis meses após a sanção da lei municipal autorizativa. Um trâmite muito mais rápido. Nenhum dos três representantes de Santa Catarina (Dário Berger, Esperidião Amin e Jorginho Mello) está entre os titulares.

O projeto de Tubarão ainda não foi submetido à análise dos vereadores. O valor pretendido é de US$ 40 milhões (R$ 155 milhões), mais que o dobro de Criciúma, que teve em 2018 uma recente corrente líquida de R$ 681 milhões, enquanto a de Tubarão foi R$ 249 milhões. A de Itajaí é incomparável: R$ 1,27 bilhão.

Caminhos diferentes, situações diferentes.

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