Contas seriam julgadas sem um parecer da Câmara

A articulação para reprovar as contas do ex-prefeito Olavio Falchetti, apesar da absoluta ausência de qualquer prejuízo aos cofres do Município nos detalhes contábeis apontados pelos técnicos do Tribunal de Contas, contou com uma interessante composição suprapartidária em defesa de que o tema fosse, ao menos, devidamente discutido. O fato mais notório é que as contas seriam, pela primeira vez, votadas sem que houvesse sequer um parecer da Comissão de Finanças e Orçamento para orientar o posicionamento dos vereadores. A comissão em questão é justamente a responsável por fazer a análise interna da casa e a ausência de manifestação se deu por um desencontro de informações. Após a deliberação de que as contas fossem enviadas ao Tribunal de Contas para reapreciação, os membros entenderam que o prazo para sua manifestação estava suspenso. Não contavam que a decisão não seria acatada e aí nasceu o equívoco. Até mesmo para resguardar a própria responsabilidade, dois dos três membros da comissão – João Fernandes (PSDB) e Jairo Cascaes (PSD) – saíram em defesa do cumprimento da decisão de março. A eles juntaram-se Dalton Marcon (PSD), Alexandre Moraes (PSD), José Luiz Tancredo (PSDB), Zaga Reis (PP), Maurício da Silva (PPS) e, claro, Professor Paulão (PT), primeiro a atestar a correção da gestão de seu correligionário. Já pensaram se a primeira conta reprovada pela Câmara de Vereadores de Tubarão ocorre, por um detalhe contábil, sem manifestação da Comissão de Finanças e Orçamento?

A reunião entre PP e PMDB

Durante a longa paralisação pela qual passou a sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de Tubarão na sexta-feira, chamou muito a atenção a realização de uma reunião fechada na sala da presidência da Câmara de Vereadores. Os vereadores do PSD que estavam presentes foram convidados a se retirar. Ficaram por lá apenas os cinco membros da bancada do PP e os três da bancada do PMDB, em conversa reservada.

O resultado

Após a conversa a portas fechadas, seis dos oito vereadores que estavam na sala votaram contra o reenvio das contas de 2014 ao Tribunal de Contas, embora a Câmara já tivesse deliberado isso quase dois meses antes. O único a destoar da posição coincidentemente tomada por quase todos os presentes foi Zaga Reis (PP) – além do presidente Pepê Collaço (PP), que só se manifestou após o empate e decidiu pelo envio, embora tenha convocado a reunião fechada entre as duas bancadas.

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