Com Haddad, campanha entra na sua última etapa

O PT anunciou ontem a candidatura do ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como seu candidato a presidente. Trata-se da abertura da última etapa do primeiro turno da eleição presidencial, com o desfecho que todos aguardavam e a espera pelo resultado dessa tentativa de transferência de votos do ex-presidente Lula, que liderou todas as pesquisas realizadas no período pré-eleitoral e chegou no patamar dos 40% das intenções de voto nos últimos levantamentos em que apareceu, o que lhe indicava a possibilidade real de vitória no primeiro turno. Haddad apareceu com 9% no levantamento do Datafolha publicado na segunda-feira, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que soma 24%, e tecnicamente empatado com Ciro Gomes (PDT), com 13%; Marina Silva (Rede), com 11%; e Geraldo Alckmin (PSDB), com 10%. Os dados praticamente sacramentam que essa eleição terá dois turnos e que uma das vagas deve ser de Bolsonaro, que cresceu apenas dois pontos depois do atentado sofrido na quinta-feira, em Juiz de Fora (MG). O deputado federal do Rio de Janeiro não vence nenhuma das simulações de segundo turno, o que leva a crer que a disputa entre Ciro, Marina, Alckmin e Haddad pode indicar um favorito na próxima etapa. Haddad tem o apoio de Lula como trunfo para sair na frente e a eficácia dessa transferência está em jogo.

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