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Com cortes, Eduardo implode pontes com o PSD

O anúncio de cortes de cargos e gratificações feito ontem pelo governador Eduardo Pinho Moreira teve, é claro, imenso impacto administrativo e também político. Cortar às vésperas de uma eleição nunca é agradável, mas Eduardo foi além: não hesitou em deixar subentendido que estava tomando medidas necessárias devido a decisões tomadas por seu antecessor Raimundo Colombo. Não fez críticas diretas, mas evidenciou que a folha salarial cresceu muito acima da inflação no último ano graças a “reajustes generosos”. Declarou que o governo confiou em um aumento de arrecadação que nunca veio e que as ações se tornaram inevitáveis pelo estouro do limite de gasto com folha de pagamento – a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que no máximo 49% da Receita Corrente Líquida tenha essa aplicação. Além de deixar a clara mensagem de que está tendo que consertar o que seu antecessor deixou mal, colocou na conta de Colombo a demissão dos servidores comissionados que vão deixar a administração, bem como a perda de gratificações de servidores de carreira que terão seus rendimentos reduzidos.

Vai sobrar para o PSD

Em seu blog, o jornalista Upiara Boschi destacou que Eduardo Moreira agiu de maneira diferente de quando fez o primeiro corte, logo em seus primeiros dias de gestão – e ainda como interino. Desta vez, discutiu os cortes com os deputados do PMDB, sem pegar ninguém de surpresa. Conclusão óbvia: a faca vai passar longe dos indicados de seu partido e de quem permanece próximo à administração. Não terão a mesma sorte os indicados pelo PSD, em especial quem é da ala de Gelson Merisio. Na ADR de Tubarão, todos são próximos de Júlio Garcia, que é bem próximo de Moreira.

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