Coluna de 25/10/2017

A comenda da polêmica

Ontem foi dia de gala em Tubarão. O médico Arary Cardoso, a ex-vereadora Lúcia Flávia e o governador Raimundo Colombo receberam a comenda Willy Zumblick, criada para agraciar, a cada quatro anos, três personalidades que contribuíram com o desenvolvimento do município. Uma polêmica envolveu o processo de escolha. Ainda no começo do ano, a Câmara de Vereadores definiu seus representantes em vários conselhos e comissões, entre eles este, que define os vencedores desta honraria. Meses depois, por um inquestionável erro administrativo, foi nomeado outro grupo e esse vai e vem de resoluções acabou tirando do vereador Douglas Antunes (PMDB) o direito de participar da escolha. Houve muita polêmica quanto à possibilidade de haver uma medida judicial que impedisse a entrega, mas nada disso se confirmou. Ao menos por enquanto.

O DEM de novo

Presidente estadual do PSD, Gelson Merísio claramente busca aproximação do PP e distância do PMDB para construir sua campanha ao governo do Estado. Uma ala de seu partido, porém, entende que manter a aliança com o PMDB é o melhor caminho, inclusive para que o governador Raimundo Colombo possa renunciar ao seu mandato e concorrer ao Senado sem correr o risco de passar o bastão a um adversário. Essa divisão suscita a discussão de fortalecimento do DEM como forma de permitir que quem quer ficar perto do PMDB o faça.

Em SC, Temer perde

De Santa Catarina, oito deputados federais votaram contra o relatório que salvou o mandato de Michel Temer: Carmen Zanotto (PPS), Décio Lima (PT), Geovania de Sá (PSDB), João Paulo Kleinubing (PSD), Jorge Boeira (PP), Jorginho Mello (PR), Mauro Mariani (PMDB) e Pedro Uczai (PMDB). Outros seis mantiveram-se fieis: Celso Maldaner (PMDB), César Souza (PSD), João Rodrigues (PSD), Rogério Peninha Mendonça (PMDB), Ronaldo Benedet (PMDB) e Valdir Colatto (PMDB). Ausente, apenas Marco Tebaldi (PSDB).

Colombo e Júlio

A imprensa estadual indica que essa articulação teria ninguém menos que Raimundo Colombo e Júlio Garcia à frente. A intenção seria atrair ainda o PSDB (já muito próximo ao PMDB) e recompor a tríplice aliança idealizada por Luís Henrique da Silveira. Em outro extremo estariam o PP e o PSD.

Mudaram de lado

João Paulo Kleinubing e Mauro Mariani mudaram de posição em relação à votação da primeira denúncia, já que haviam ajudado a manter Temer no poder. Marco Tebaldi também havia dado sustentação ao presidente, mas dessa vez não apareceu para votar. Celso Maldaner, Cesar Souza, João Rodrigues, Rogério Peninha Mendonça, Ronaldo Benedet e Valdir Colatto votaram com Temer nas duas ocasiões, enquanto Carmen Zanotto, Décio Lima, Esperidião Amin, Geovania de Sá, Jorge Boeira, Jorginho Mello e Pedro Uczai defenderam o afastamento de Temer desde o começo.

Udo ainda resiste

Os prefeitos do Sul do Estado parecem mesmo dispostos a botar fogo na disputa interna do PMDB. Depois de defender a candidatura de Eduardo Moreira ao governo do Estado, ontem vários deles visitaram o prefeito de Joinville Udo Dohler, em um gesto que evidentemente sinaliza apoio ao seu nome. Vale lembrar que Eduardo Moreira era o maior entusiasta do nome de Udo, mas declinou da intenção e anunciou apoio ao deputado federal Mauro Mariani, tido como pré-candidato do partido. Até segunda ordem.

Jogada ousada

Vale lembrar que qualquer prefeito que queira participar da próxima eleição precisará renunciar ao seu cargo em abril, tendo seu nome oficialmente aprovado pelas convenções partidárias apenas em agosto. Udo tem 74 anos e é o que se chama de “outsider”, pois concorreu a um cargo eletivo pela primeira vez em 2012, quando foi eleito para comandar a maior cidade do Estado.

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