Candidatura de Lédio depende de vontade e conjuntura

A intenção de lideranças do PT de Santa Catarina de ter o desembargador Lédio Rosa de Andrade como candidato ao governo do Estado é apenas o primeiro passo de uma longa caminhada. O primeiro passo seria a filiação, se for do interesse comum – do partido e do próprio Lédio. A definição de sua candidatura dependeria da aceitação da sigla, e vale lembrar que Lédio, evidentemente, não tem militância partidária. Pode se concretizar totalmente, parcialmente (com uma candidatura a outro cargo, como senador ou deputado federal) ou mesmo não sair do campo das ideias.

O perfil

Lédio Rosa de Andrade tem 59 anos e nasceu em Tubarão. Atua como desembargador e manteve, durante sua vida estudantil, militância à esquerda. Concedeu palestras e entrevistas em todo o Brasil após a morte do reitor da Ufsc, o também tubaronense Luiz Carlos Cancellier, fazendo duras críticas ao Poder Judiciário e à atuação da Polícia e do Ministério Público. Já havia manifestado interesse de se aposentar da magistratura e atuar como advogado.

Outras opções

A possibilidade de Lédio concorrer ao governo do Estado pelo PT, natutalmente, depende não apenas de sua própria vontade, mas também de uma decisão partidária. Inclusive porque o partido nunca teve um candidato em condições tão favoráveis em pesquisas eleitorais – nem mesmo em 2002, quando José Fritsch alcançou 27% dos votos no primeiro turno, contra 30% de Luiz Henrique da Silveira (PMDB).

Cenário

Pesquisa Mapa divulgada em novembro mostrou o deputado federal Décio Lima variando entre 9% e 12% das intenções de voto, empatado com Mauro Mariani (PMDB) e atrás apenas de Esperidião Amin (PP) e Paulo Bauer (PSDB). É mais que o triplo do que tinha Cláudio Vignatti há quatro anos, por exemplo.

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